2.4. Essencial sobre CVS para trabalho na DOC-BR

Aqui você acompanhará o essencial sobre o que é preciso saber de cvs(1) para desempenhar corretamente as funções na DOC-BR quando você já for membro do time.

Nota: Para acessar o servidor CVS do DOC-BR com privilégios para atualização e adição de novos documentos é necessário um nome de usuário válido no BerlioOS. Você soube anteriormente como criá-lo. Quando a associação ao projeto DOC-BR concluir, será possível acessar o CVS com privilégios de escrita.

2.4.1. Criando seu ambiente de trabalho no DOC-BR

Para criar seu ambiente de trabalho, aconselhamos fortemente que as principais configurações e informações comuns ao seu ambiente CVS sejam definidas em variáveis de ambiente, ao invés de passá-las frequentemente por parâmetro em linha de comando, como mencionado anteriormente para acesso anônimo.

As variáveis de ambiente e seus respectivos valores em um intepretador de comando compatível com a Bourne Shell (sh(1)) devem ser criadas da seguinte maneira:

Exemplo 2-5. Variáveis de ambiente para cvs(1) em Bourne Shell

CVS_RSH=ssh
export CVS_RSH
CVSROOT=:ext:seulogin@cvs.doc-br.berlios.de:/cvsroot/doc-br
export CVSROOT

Para tornar essa modificação permanente adicione estas linhas no seu ~/.profile ou no profile do sistema. Substituia seulogin por seu nome de usuário.

No caso do interpretador de comandos ser compatível C Shell (como csh(1) ou tcsh(1), padrão em sistemas BSD) defina as variáveis:

setenv CVS_RSH ssh
setenv CVSROOT :ext:seulogin@cvs.doc-br.berlios.de:/cvsroot/doc-br

Para tornar estas mudanças permanentes, coloque-as no ~/.cshrc ou em /etc/csh.cshrc. Substitua seuloginpor seu nome de usuário.

Agora já é possível acessar o repositório CVS. Mas é necessário decidir e customizar seu ambiente de trabalho. Para isso seguem algumas sugestões adotadas no DOC-BR. Você pode modificá-las como achar mais conveniente caso esteja completamente seguro em trabalhar com CVS.

  1. Dentro de seu diretório home (~/) crie um diretório chamado CVS_ROOT. Nele você assumirá raiz de todo seu trabalho em sistemas CVS, mesmo que existam outros além do DOC-BR. Dentro dele crie o subdiretório doc-br. Este sim exclusivo à nossas atividades.

  2. Entre neste diretório:

    % cd ~/CVS_ROOT/doc-br/
    

    e nele dê o comando

    % cvs checkout pt_BR.ISO8859-1
    
  3. Antes de iniciar qualquer trabalho em um determinado módulo, sempre execute o comando cvs update dentro deste módulo:

    % cd pt_BR.ISO8859-1/
    % cvs update
    

    Dessa maneira qualquer modificação que um outro membro do time tiver feito nesses arquivos serão atualizadas na sua máquina local, e você mantem completa integridade entre o seu módulo e o módulo remoto, sem a necessidade de obter os arquivos todos novamente com cvs checkout.

  4. Sempre execute os comandos cvs commit dentro do diretório do capítulo que estiver traduzindo, de forma à diminuir o risco de sobrescrever cópias desatualizadas em documentos modificados por outros membros do time. Mesmo sabendo que trabalhar com CVS é um processo seguro, já que ele alerta sobre este conflito e permite ao usuário corrigi-lo, ainda assim é um procedimento bom à se acostumar.

  5. Sempre que você parar de traduzir um arquivo, mesmo que seja temporário, digamos para tomar um lanche ou ver TV, faça o commit. Com o cvs commit você deixará seus colegas de time por dentro do que já fez, e garantirá snapshots atualizados do estado atual da documentação, além claro de não correr riscos de perder seu trabalho caso aconteça alguma tragédia no seu computador neste meio tempo.

  6. Se desejar ler todo o histórico de logs de commits em um dado arquivo, use o comando:

    % cvs log arquivo
    
  7. Se desejar ver o que mudou de uma revisão para outra, em um dado arquivo, é possível executar um diff(1) remoto no cvs(1). Para isso dê:

    % cvs diff -rrevisão_atual -rrevisão_anterior_desejada nome_do_arquivo
    
  8. Caso queira saber mais sobre CVS ou ainda restem dúvidas, não deixe de ler o documento sobre CVS disponível em http://cvsbook.red-bean.com/. Mas de maneira geral você não precisará conhecer mais operações no CVS do que as mencionadas aqui.

  9. Evite ao máximo enviar em um mesmo commit alterações de conteúdo e de formatação SGML. Isso porquê cada novo commit gera uma nova revisão do arquivo, e caso seja necessário restaurar o arquivo como era antes da formatação ou antes da alteração de conteúdo, não será possível já que ambas mudanças foram feitas no mesmo commit. Quanto mais commit melhor!

Este, e outros documentos, podem ser obtidos em ftp://ftp.FreeBSD.org/pub/FreeBSD/doc/.

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