3.7 Cuidados especiais nas traduções de expressões

Mesmo com essas regras e dicas, ainda é possível cometermos erros sérios, nesse caso apenas o bom senso ou uma boa discussão pode evitar o desastre. Por exemplo, “port” pode levar ao desastre se traduzido erroneamente, e deve ser traduzido em outras circunstâncias. Digamos, se for o port de uma versão do FreeBSD, como port para Sparc64 não estamos falando de um <literal>port</literal>, esse se aplica à Coleção de Ports do FreeBSD. Estamos falando de uma conversão do FreeBSD. Nesse caso “port” deve ser traduzido como conversão, variação, etc. O que for melhor ao contexto. “Ports” podem também ser portas, ou pode ser porte. Porte em português vem de portar ou ter posse, como “porte de armas” ou “porte acionária”. É inaceitável “instalar a porta www/apache2” ou “instalar o porte www/apache2”. Da mesma forma é inaceitável dizer “verifique se a <literal>port</literal> 110 está aberta”.

Outro caso: UN*X-like é a denominação oficial para qualquer sistema que não pagou para passar na certificação UNIX® ou que não paga direitos autorais para uso deste nome. Ou seja, é um “UN*X-similar”. Melhor não traduzir, deixemos <foreignphrase>UN*X-like</foreignphrase>.

Em caso de dúvidas, e se a expressão já não está no glossário, pergunte na lista DOC-BR. Provavelmente a conclusão da discussão promovida será a inclusão da expressão no glossário.

Este, e outros documentos, podem ser obtidos em ftp://ftp.FreeBSD.org/pub/FreeBSD/doc/.

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